A primeira venda do TatamiFlow: Deixando o papel para trás
Hoje estarei falando um pouco sobre um marco muito importante na jornada do desenvolvimento de software: a emoção de fazer a primeira venda do seu próprio SaaS. Quero compartilhar como foi a experiência de ir até um Centro de Treinamento, apresentar o projeto e ver, na prática, o valor real que o sistema entrega para o negócio.
Validação real do produto: A primeira venda do TatamiFlow provou que o sistema resolve dores reais de donos de CTs.
O fim do caderno: A transição da gestão de papel para um software especializado em lutas.
A importância de entender o domínio de negócio para criar uma solução que realmente faça sentido para o cliente.
Onde tudo fez sentido
Como alguém que vive o tatame no dia a dia, treinando kickboxing e jiu-jitsu, eu sempre observei a mesma cena nos Centros de Treinamento: professores incríveis, com uma didática absurda, mas que perdiam horas preciosas da semana brigando com um caderno de anotações ou planilhas confusas para tentar controlar mensalidades e faixas.
Foi exatamente para resolver isso que construí o TatamiFlow (se quiser saber mais sobre a stack técnica com Fastify, React e BullMQ, escrevi um devlog detalhado sobre a arquitetura do projeto aqui no blog).
Mas, por mais que a gente construa uma arquitetura incrível no backend, um SaaS só é validado de verdade quando alguém do "mundo real" olha para ele e diz: "Isso vai salvar o meu negócio". E foi exatamente isso que aconteceu essa semana.
A visita ao Centro de Treinamento
Decidi colocar o projeto embaixo do braço (metaforicamente, claro, peguei meu tablet) e fui visitar um CT aqui da região para apresentar a ferramenta. Ao chegar lá e conversar com os responsáveis, o cenário era exatamente o que eu imaginava: tudo era registrado no papel.
Controle de alunos ativos? Papel.
Quem estava devendo a mensalidade do mês? Papel.
Venda de kimonos? Papel.
Quando comecei a mostrar a plataforma, a virada de chave foi imediata. Não precisei falar de tecnologias ou servidores. Falei sobre tempo.
A virada de chave
Expliquei como eles não precisariam mais gastar o final de semana mandando mensagens manuais cobrando os alunos, porque o TatamiFlow faz o disparo de lembretes automaticamente via WhatsApp (usando nossa fila com anti-spam humano).
Mostrei como com três cliques eles conseguiriam ver um relatório financeiro completo, dando baixa no estoque da venda de equipamentos pelo nosso PDV integrado, e como o histórico de graduação ficaria muito mais organizado e transparente para os alunos.
Eles viram que o sistema fazia todo sentido para eles. O software não era apenas uma tela bonita, era um alívio gerencial. Fechar a primeira assinatura e ver a transição do analógico para o digital acontecer ali, na minha frente, trouxe um sentimento indescritível de missão cumprida.
Conclusões finais
Essa primeira venda validou algo muito importante: não basta saber programar, é preciso criar ferramentas que resolvam problemas reais e se conectem com a rotina das pessoas. O mercado de gestão de artes marciais é gigante e muito carente de soluções que entendam, de fato, a dinâmica de um tatame.
Ao meu ver a principal vantagem de tirar seu projeto do papel e apresentá-lo pessoalmente aos clientes é o feedback instantâneo. Nenhuma métrica de analytics substitui o brilho no olho de um usuário percebendo que sua vida vai ficar mais fácil.
Espero que você tenha aproveitado alguma coisa do conteúdo apresentado.
Aqui no blog tem posts falando sobre os desafios de desenvolvimento, arquitetura e sobre o crescimento do TatamiFlow, dá uma olhada.
Acho que é isso, se tiver ficado com alguma dúvida ou tenha alguma sugestão escreve aqui nos comentários.